quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

De tempo em tempo eu ressuscito essa coisa. Já pensei em abandonar esse blog e fazer um novo pelo menos umas 40 vezes. Mas eu gosto do nome dele. E também já pensei em apagar os posts antigos e começar tudo de novo. Mas eu gosto de ler as bobeirinhas que eu escrevi tempo atrás.
É que ele ficar tanto tempo abandonado me incomoda. Mas não a ponto de resgatá-lo mais vezes.
Ai, que agonia.

Acho que blogs e diários, pra mim, têm uma função muito específica. São formas de desabafo. Comigo ou com o mundo. O que ocorre: é muito mais fácil ficar parágrafos e parágrafos bitchin' sobre algo (ou equivalências) do que ficar parágrafos e parágrafos agradecendo e refletindo sobre "como a vida é bela". É assim que é comigo. Mas claro, pode haver identificação da parte de alguém - coisa que eu acho bem provável, já que as pessoas, em geral, adoram reclamar.

E não, não é que eu seja uma deprimida e ache que a vida é uma merda. Todos sabemos que a vida não é uma merda. Todos sabemos que a vida não é ótima. E uhul, vou continuar brincando de apontar o óbvio: todos sabemos que a vida é uma coleção de sentimentos e momentos. Variantes e frágeis.

“Eu me construo e os contruo continuamente, e vocês fazem o mesmo. E a construção dura enquanto o material de nossos sentimentos não desmorona, enquanto dura o cimento da nossa vontade. Por que vocês acham que se recomenda tanto a firmeza de vontade ou a constância nos sentimentos? Basta que esta vacile um pouco, ou que aquela se altere em um ponto e mude minimamente… e adeus nossa realidade! Subitamente nos damos conta de que tudo não passava de uma ilusão nossa.” - Luigi Pirandello em Um, nenhum e cem mil.

Me assusta quando eu fico muito tempo sem escrever. Significa que fiquei muito tempo sem ter do que reclamar.
E aí vem aquela insegurança. Aquele medo de que algo venha incomodar o que está bom. Imediatamente frases como "Depois da calmaria vem a tempestade" ou "Depois da subida vem a descida"' vem à cabecinha.

E de repente, é essa mesma insegurança quem fode tudo. Que vem incomodar o que está bom. Irônico, né?

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

House e seu método

Acho que algumas pessoas deveriam ter aulas do tipo "ser um ser humano 101", "convivendo em sociedade", "noção da vida e seu uso". Porque, honestamente, eu estou cansada de ver e ouvir gente se gabando de sua "experiência de vida", ou de como são "observadoras", ou de como é "previsível o ser humano" e agirem como agem. Bullshit. Ou isso, ou fazem deliberadamente, sabendo das consequências, com algum propósito. E isso deveria me fazer sentir melhor? Cutucando onde dói por diversão ou pra provar um ponto? Dr. Gregory House way of life? O House tem um roteiro pra seguir, que levou mais de 10 segundos mal pensados pra ser escrito.

Isso me faz imaginar se eu sou tão decifrável a ponto de tornar minha dor satisfatória. Fico me sentindo um bichinho na mão de um moleque malvado. Claramente o moleque não gosta de verdade do seu bichinho. Então, se estou sendo torturada por quem eu gosto, de quem é a culpa? Eu que dei as armas, quando mostrei o que eu gostava e o que me irritava. E penso então, que dissimulação não é uma qualidade no trabalho apenas, mas também nas relações pessoais. Como se tivesse que cuidar com as coisas que eu falo e demonstro às pessoas que eu gosto. Constantemente no que deve sair e no que não deve. E se for isso mesmo, que merda de constatação.

O que sobra daí? Uma relação de pessoas que nunca vão se conhecer direito. Quer merda de constatação.

Mas o que me conforma é que num mundo onde falta o comprometimento, as pessoas aprendem rápido a justificar suas ações. E o House é um solitário amargurado.

domingo, 19 de julho de 2009

Pulando do Alto de Prédios

Pela simples emoção da queda, ignorando conselhos e qualquer pensamento de consequência.
Meus ossos estão despedaçados. Meu orgulho está despedaçado. E no meio desta dor auto-inflingida, eu queria conseguir ver aquela luzinha. Aquela que nos diz "se não fosse por aquele momento ruim, você não estaria onde está agora". A idéia de um crescimento não passa de uma ilusão.

É como se o meu mundo fosse um daqueles castelos de cartas, uma construção delicada, sem proteção contra o vento. E essa verdade que eu encontrei, não passou do mundo fazendo uma zombaria e assoprando-o.

Uma injustiça. Igual a tudo na vida, já diz o Woody Allen. Me faz questionar a minha vontade de continuar nessa eterna briga comigo mesma. É um ciclo infinito de últimas chances. Como se eu apostasse contra a minha própria sorte toda vez que me encontro num momento assim. Que tipo de pessoa joga contra o próprio time e ainda espera ganhar?

Acho que é o emocional brigando com o racional. E o que sobra, é continuar. Porque nessa briga eterna, um lado sabe o que se passa, mas do outro, sobra a esperança dos tolos. E é nessa que eu me seguro.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

5 coisas que eu gostaria de ser

Seguindo a sugestão de dona Marcia Benetti, vou listar 5 coisas que eu gostaria de ser. Mas não são as coisas que eu mais gostaria de ser. Mas sim as que eu mais gostaria de ser de acordo com os pensamentos desta noite.

1. Contorcionista de circo - Mas não dum circo chinelão que faz turnês por Barra do Sul ou União da Vitória. Um puta circo, tipo o cirque du soleil ou algo que equivalha. Com aquelas superproduções e apresentações que fazem as pessoas chorarem de tão emocionadas.

2. Parente do Walt Disney - E uma parente próxima. Daqueles que tem todas as regalias. Entradas em filmes, não esperar nas filas dos parques, ficar de graça naqueles hotéis fantásticos da disney, ir enfiando as coisas do epcot em sacolas, comer nos restaurantes lindos... AH! E ter pessoas perguntando "pode soletrar? d-i-s-n-e-y".

3. Aluna de Hogwarts - Mas não pelos motivos óbvios de ter poderes mágicos, apenas. Imagina só, estudar aquelas coisas fantásticas? e naquele castelo maravilhoso, comendo aquelas coisas lindas que aparecem na mesa? Aí sim eu iria curtir ir pra aula.

4. Magra - Mas magra de verdade. Não aquelas magras que você vê que um dia foram rechonchudas. Não aquelas magras que sentam e você descobre que não são tão magras. Nem aquelas que são anoréxicas e não sabem. Muito menos aquelas magras que passam a vida contando calorias. Magra de verdade, porque Deus quis assim.

5. A Mística do x-men - Se tem uma coisa que eu saberia aproveitar são habilidades metamórficas.

Eaí, quais são as suas 5 coisas?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Enquanto o para sempre parece levar o seu tempo, nós estamos aqui em fila, esperando pelo sol nascer.
E enquanto ela olha, ela está tão confusa! Seu coração está sozinho, quebrado e marcado. É um círculo fechado sem espaço para um sequer. Berra "pro inferno com você!".

O que tem de errado com essa cena?
Você já parou pra pensar que um ladrão na noite vem para roubar os nossos amados?
E você já tirou um tempo para ver que o mundo ao nosso redor está se destruindo?

Olhos fechados. Todos tivemos nossos olhos fechados.
As mãos nas costas, nós corremos e nos escondemos de tudo que se move, de tudo que possa apagar essa luzinha.

Pra onde foi nosso herói? E com quem ele jantou?
Bom, o mundo vai acabar no fim das contas, e no fim das contas eu não me importo mesmo.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ressuscitando o Blog

Título infame em época de mortes.
Cansado do assunto? Eu não. Se até a Isabela Nardoni ficou 4 meses na mídia, eu posso escrever sobre a morte do Michael Jackson e sobre a morte da Farrah Fawcett (nooot). Isso mesmo, exploremos o fato queridos amigos comunicadores.

Ok ok, vamos explorar o fato, mas. DÁ PRA TOCAR OUTRA MÚSICA? 452378497897 músicas e só don’t stop till we get enough e thriller são lembradas. Sem falar naquela versão brega de Beat it do Fall out boy

Um obrigada ao Tiviter. Se não fosse por ele, muitos artistas (não só eles) não conseguiriam expressar sua dor (?) num momento tão triste (?) pra eles (?). Até o Terminator (aka Arnold Schwarzenegger, also governador da California) twittou suas condolências.
Um salve ao deus Twitter! [also causador da breve separação do John Mayer e da Jennifer Aniston, e tenho dito!].

Se Michael Jackson tivesse um Orkut, seu scrapbook estaria bugado agora. E Farrah Fawcett... Ah. Todos sabemos que ela deveria ter escolhido outro dia pra morrer. (nota: antes de morrer, checar agenda de morte de celebridades realmente importantes).

Documentário fantástico no Multishow. E eu confesso qualquer dúvida de que a morte tenha sido um golpe de marketing forçado se foi depois de ver um “Rabino amigo da família” falando sobre os atos pederastas do cantor. Poxa, vida. Can’t get better than that.

Um kussia e um upa pra moçada.

sábado, 12 de julho de 2008

Aleatoriedades

Consegui terminar de ver todos os vídeos da Emily (applemilk1988).
Eu só chamo a moça de Emily porque eu não sei o resto do nome dela.
Odeio quem acha que tem intimidade com gente famosa, tipo...
"Ai, ontem eu assisti a um filme super legal do Woody.
Er... Quem?
Woody! Sabe?
AAH! Claro! O cowboy do Toy Story?
Não, o Woody Allen."

Diz que isso não é revoltante? Juro que tenho pavor dessa gente.


Ênfim. Vamos aos fatos:

Quinta-feira nós fomos brincar na casa da Lica. Foi quando eu descobri que a palavra LIMÃO pode ser muito engraçada depois de repetida muitas vezes (e depois de algumas doses :B). Brincadeiras de gente bêbada... Só sou boa naquela das maozinhas. Obrigada, Ico.

Sexta-feira teve a rockworkorange (eu colocaria o flyer e tal, mas a preguiça é maior que a vontade).
A parte mais legal era que tinha moloko liberado até a primeira pessoa usar o banheiro. Pensei que seria uma menina e que ela seria super xingada. No fim foi um menino e não o xingaram o tanto que merecia. Poxa, eu nem estava bêbada ainda :/
Fiz um amigo gay que me deu tequila e caipirinha. Achei o bofe o máximo.

E hoje, cá estou, amigos. Sentada na minha cadeirinha, assistindo vídeos no youtube e enchendo o meu post com besteiras :)

Tá. Cansei.

"Peace out, dudes. Gotta keep it real"