quarta-feira, 5 de agosto de 2009

House e seu método

Acho que algumas pessoas deveriam ter aulas do tipo "ser um ser humano 101", "convivendo em sociedade", "noção da vida e seu uso". Porque, honestamente, eu estou cansada de ver e ouvir gente se gabando de sua "experiência de vida", ou de como são "observadoras", ou de como é "previsível o ser humano" e agirem como agem. Bullshit. Ou isso, ou fazem deliberadamente, sabendo das consequências, com algum propósito. E isso deveria me fazer sentir melhor? Cutucando onde dói por diversão ou pra provar um ponto? Dr. Gregory House way of life? O House tem um roteiro pra seguir, que levou mais de 10 segundos mal pensados pra ser escrito.

Isso me faz imaginar se eu sou tão decifrável a ponto de tornar minha dor satisfatória. Fico me sentindo um bichinho na mão de um moleque malvado. Claramente o moleque não gosta de verdade do seu bichinho. Então, se estou sendo torturada por quem eu gosto, de quem é a culpa? Eu que dei as armas, quando mostrei o que eu gostava e o que me irritava. E penso então, que dissimulação não é uma qualidade no trabalho apenas, mas também nas relações pessoais. Como se tivesse que cuidar com as coisas que eu falo e demonstro às pessoas que eu gosto. Constantemente no que deve sair e no que não deve. E se for isso mesmo, que merda de constatação.

O que sobra daí? Uma relação de pessoas que nunca vão se conhecer direito. Quer merda de constatação.

Mas o que me conforma é que num mundo onde falta o comprometimento, as pessoas aprendem rápido a justificar suas ações. E o House é um solitário amargurado.

4 comentários:

Caroline Abreu disse...

Ai, Julie! Infelizmente, parece ser assim: a gente não pode dizer direito o que está se passando, porque corre o risco de ser mal interpretada ou, no máximo, sofrer um pouco mais. Desisto de viver, adeus mundo.

Yaas disse...

eu gostei do post, e me encaixei na lembranças quando você disse de ser o bichinho torturado por quem se ama /: é uma situação complicada, já passei por isso.
em compensação não posso dizer que não me fascina o fato de pessoas que conseguem não se envolver e prever atos, como dr. House, de quem sou fã. Mesmo ele sendo amargurado, sempre se há um preço a pagar...
que bom que gostou do meu texto! também curti demais o jeito com que escreve!
beeijos :*

matheus disse...

nunca vi house

Buba. disse...

Faço minhas algumas palavras da Yaas, quando ela diz que se fascina com o fato de que certas pessoas não se envolvem, assim como o Greg. House. Eu sinceramente o admiro, mas no mundo dele, naquela ficção. O mundo precisa de mais humanidade, por mais brega e cliche que isso possa ser. Mas dizem que se a gente quer uma mudança, temos que ser ela, e nunca deixar de acreditar.